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	<title>Cerveja</title>
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	<description>Os irmãos Guilherme e Glauco Caon fazem seus comentários sobre o mundo da cerveja.</description>
	<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 19:51:05 +0000</pubDate>
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		<title>Lúpulo no Rio Grande do Sul</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 19:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Um estudante de jornalismo da FAMECOS que já tinha estado em contato conosco antes para falar sobre artesanais, o Marcus Varella, escreveu hoje fazendo a seguinte pergunta:
	&nbsp;
	&quot;Bom&#8230;a quest&atilde;o da escassez do lúpulo no mercado mundial n&atilde;o é nenhuma novidade no meio cervejeiro. As causas, conseq&uuml;&ecirc;ncias e todo o desenrolar da história é de domínio público. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Um estudante de jornalismo da FAMECOS que já tinha estado em contato conosco antes para falar sobre artesanais, o Marcus Varella, escreveu hoje fazendo a seguinte pergunta:</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>&quot;Bom&#8230;a quest&atilde;o da escassez do lúpulo no mercado mundial n&atilde;o é nenhuma novidade no meio cervejeiro. As causas, conseq&uuml;&ecirc;ncias e todo o desenrolar da história é de domínio público. Está acontecendo, e pronto. A minha inten&ccedil;&atilde;o, bem como da nossa revista, que em breve estará &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, é voltar a aten&ccedil;&atilde;o para o plantio de lúpulo no RS. Neste momento eu preciso da tua opini&atilde;o, como homebrewer, a respeito da necessidade de plantio e desenvolvimento de espécies de lúpulo mais utilizadas no processo.&quot;</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>Marcus, desculpa furar a minha resposta, mas acho que é interessante de publicar:</p>
	<p>&nbsp;&quot;Sobre a quest&atilde;o do lúpulo em nosso estado, já deves saber que n&atilde;o existe nada de lúpulo em nosso estado. O clima n&atilde;o é favorável, e a cultura para isso é complexa. Os únicos pés da qual eu tenho notícia (uns 10, ao todo) est&atilde;o plantados em Canela, na cervejaria Farol, mas mesmo assim eles n&atilde;o utilizam porque n&atilde;o sabem qual é a variedade, simplesmente resgataram alguns de uma experi&ecirc;ncia mal sucedida da Brahma há vários anos atrás e deram a sorte de conseguir criar eles.</p>
	<p>A primeira quest&atilde;o nessa história toda é se é possível de plantar lúpulo aqui. Na verdade sim, até é, mas existe uma série de complicadores, das quais os mais importantes s&atilde;o o clima, como já tinha dito, e a importa&ccedil;&atilde;o dos rizomas das f&ecirc;meas para o plantio. Quanto ao clima n&atilde;o tem muito o que fazer além de aproveitar áreas de serra para isso. A sorte é que o lúpulo é extremamente resistente e, uma vez que comece a brotar, cresce rápido. Já os rizomas, complexos de raízes da planta que s&atilde;o usados para multiplicá-la, s&atilde;o controlados pelo Ministério da Agricultura e, a princípio, n&atilde;o podem entrar no Brasil, a n&atilde;o ser através de uma série gigantesca de burocracias.</p>
	<p>Além disso, há em jogo a quest&atilde;o econ&ocirc;mica em si. Existe uma barreira forte tanto para quem planta quanto para quem compra. Quem planta precisa de área, maquinário, e tempo até come&ccedil;ar a ganhar. A estimativa que eu tinha lido é de dois anos até as cultivares se tornarem produtivas. A isso se somam máquinas pelletizadoras e extratoras, trator, equipamentos de secagem e armazenagem (c&acirc;mara fria para congelar os produtos). Se tivéssemos compra garantida aqui, é possível que alguém implementasse esse aparato todo, mas n&atilde;o existem tantos homebrewers assim. Já se uma major entrasse na jogada ela ia comprar toda a produ&ccedil;&atilde;o direto, e os HB nem veriam a cor dessas flores. Isso já acontece com o malte - o RS é o maior produtor brasileiro de cevada, mas ninguém sabe disso porque os agricultores plantam com garantia de compra. Vai tudo para uma maltaria aqui na zona norte de Porto Alegre, e daí direto pros tanques das industriais da vida.</p>
	<p>Como homebrewer, posso te dizer que o fato de termos um cultivo no Estado seria muito importante. Na média, nosso pre&ccedil;o pelo quilo do lúpulo aumentou em 4 vezes na virada do ano. Estamos pagando hoje pre&ccedil;os entre R$120,00 - R$150,00 por um lúpulo que comprávamos por um cerca de R$40,00 até o final do ano passado. Uma pena que, por causa de todas essas barreiras, eu n&atilde;o acredito que o plantio em escala aqui vá acontecer.&quot;</p>
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		<title>SAVOR</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 10:34:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	O maio do mundo das cervejas foi movimentado. Entre as quedas de resultados financeiros da InBev, novos aumentos dos insumos e taxas para cerveja, e prejuízos de milh&otilde;es na Boston Brewers, o SAVOR foi um oásis. Dedicado &agrave; degusta&ccedil;&atilde;o de cervejas e sua harmoniza&ccedil;&atilde;o com comida, o encontro aconteceu dias 16 e 17 de maio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O maio do mundo das cervejas foi movimentado. Entre as quedas de resultados financeiros da InBev, novos aumentos dos insumos e taxas para cerveja, e prejuízos de milh&otilde;es na Boston Brewers, o <a target="_self" href="http://beertown.org/events/SAVOR/index.html">SAVOR </a>foi um oásis. Dedicado &agrave; degusta&ccedil;&atilde;o de cervejas e sua harmoniza&ccedil;&atilde;o com comida, o encontro aconteceu dias 16 e 17 de maio em Washington, contando com a participa&ccedil;&atilde;o de 48 das principais cervejarias norte-americanas.</p>
	<p><a href="http://beertown.org/events/savor/beer_food.html" target="_self">Inveja absoluta</a>, ainda mais quando ainda existe gente que insiste em <a target="_self" href="http://estilo.uol.com.br/ultnot/2007/03/21/ult3617u756.jhtm">arrotar o vinho como &quot;bebida superior&quot;</a>, simplesmente ignorando a variedade e a qualidade das cervejas que se encontram hoje no mercado. O <a target="_self" href="http://www.youtube.com/watch?v=6Zwi__PCal0">Garret Oliver</a> vai concordar comigo hehe.
</p>
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		<title>Sirva cerveja para o seu carro</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 10:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	A cervejaria Coors está com um projeto inovador para produzir álcool combustível a partir de resíduos do processo de produ&ccedil;&atilde;o da cerveja. A primeira produ&ccedil;&atilde;o está indo para 400 carros flex produzidos pela General Motors que ser&atilde;o utilzados na conven&ccedil;&atilde;o Democrata norte-americana em Denver, Colorado.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>A cervejaria <a href="http://www.coors.com/" target="_self">Coors</a> está com um projeto inovador para produzir álcool combustível a partir de resíduos do processo de produ&ccedil;&atilde;o da cerveja. A primeira produ&ccedil;&atilde;o está indo para 400 carros flex produzidos pela General Motors que ser&atilde;o utilzados na conven&ccedil;&atilde;o Democrata norte-americana em Denver, Colorado.
</p>
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		<title>Sapporo vai produzir Space Cerveja</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 09:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	N&atilde;o, esse post n&atilde;o é sobre nenhum tipo de cerveja ilegal. Na verdade, a cervejaria japonesa Sapporo vai lan&ccedil;ar, em novembro, uma cerveja fabricada a partir malte de cevada produzido com sementes que passaram cinco meses na Esta&ccedil;&atilde;o Espacial Internacional. O projeto, conduzido pelo pessoal da Sapporo juntamente com um time de biólogos da Universidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>N&atilde;o, esse post n&atilde;o é sobre nenhum tipo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cannabis_brownie" target="_self">cerveja ilegal</a>. Na verdade, a cervejaria japonesa <a href="http://www.sapporobeer.com/" target="_self">Sapporo</a> vai lan&ccedil;ar, em novembro, uma cerveja fabricada a partir malte de cevada produzido com sementes que passaram cinco meses na <a href="http://www.nasa.gov/mission_pages/station/main/index.html" target="_self">Esta&ccedil;&atilde;o Espacial Internacional</a>. O projeto, conduzido pelo pessoal da Sapporo juntamente com um time de biólogos da Universidade de Okoyama e a equipe do programa espacial russo, levou 25 gramas de sementes de cevada para a esta&ccedil;&atilde;o num período entre abril e setembro de 2006. Quando elas voltaram foram plantadas, e a produ&ccedil;&atilde;o está sendo usada pela Sapporo para criar cem garrafas da &quot;space ceva&quot;.
</p>
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		<title>Anner no PKN</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 13:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Glauco</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	A Anner teve o privilégio de ser convidada a participar do Pecha Kucha Night (PKN) Porto Alegre. Em 25/05/08, estávamos lá fazendo esta apresenta&ccedil;&atilde;o com texto do grande mestre Cardoso. Olhem lá. 

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>A Anner teve o privilégio de ser convidada a participar do <a href="http://www.qualquer.org/pecha-kucha/" target="_self" title="PKN Porto Alegre">Pecha Kucha Night (PKN) Porto Alegre</a>. Em 25/05/08, estávamos lá fazendo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z_PnKuJBOFY" target="_self" title="Anner no PKN">esta apresenta&ccedil;&atilde;o</a> com <a href="http://qualquer.org/bugio/?p=138" target="_self" title="Anner = Caon Beer">texto do grande mestre Cardoso</a>. Olhem lá. 
</p>
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		<title>E não satisfeita&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 00:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	&#8230;a Schin comprou a Cintra uma semana após a aquisi&ccedil;&atilde;o da Eisenbahn. Além disso, corre o boato de que o próximo alvo da Pega Leve é o Dado Bier. Vou correndo ali fazer uma camiseta escrito &quot;Compra Eu!&quot;

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>&#8230;a <a href="http://www.schincariol.com.br/" target="_self">Schin</a> comprou a Cintra uma semana após a aquisi&ccedil;&atilde;o da <a href="http://www.eisenbahn.com.br/" target="_self">Eisenbahn</a>. Além disso, corre o boato de que o próximo alvo da Pega Leve é o <a href="http://www.dadobier.com.br/" target="_self">Dado Bier</a>. Vou correndo ali fazer uma camiseta escrito &quot;Compra Eu!&quot;
</p>
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		<title>E a Schincariol compra a Eisenbahn&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 18:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Glauco</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Dentro de sua política de absorver marcas artesanais para entrar nesta faixa de mercado ao invés de tentar acabar com elas trazendo cervejas de fora, a Schincariol, que já havia comprado a Devassa e a Baden Baden, leva agora a Eisenbahn com 100% da compra de suas a&ccedil;&otilde;es. Recebi o aviso peo Costi através da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Dentro de sua política de absorver marcas artesanais para entrar nesta faixa de mercado ao invés de tentar acabar com elas trazendo cervejas de fora, a Schincariol, que já havia comprado a Devassa e a Baden Baden, leva agora a Eisenbahn com 100% da compra de suas a&ccedil;&otilde;es. Recebi o aviso peo Costi através da nossa lista de discuss&atilde;o e fui conferir nos <a href="http://latinhasdobob2.zip.net/" target="_self">Latinhas do Bob</a> e no <a href="http://edurecomenda.blogspot.com" target="_self">Edu Passareli Recomenda</a> que primeiro anunciaram a notícia. Bah&#8230;
</p>
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		<title>Nova Polêmica entre Ambev e cervejeiros artesanais</title>
		<link>http://cerveja.blogsome.com/2008/04/25/48/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 13:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Glauco</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Segue carta publicada pelas ACervAs carioca, paulista, mineira e gaúcha no Estad&atilde;o de ontem contra texto da AMBEV em seu site depreciando a cerveja caseira. Segue resposta da mesma: 
	CARTA DE ESCLARECIMENTO AO PUBLICO APRECIADOR DE CERVEJA
	As ACervAs (Associa&ccedil;&atilde;o de Cervejeiros Artesanais) Carioca, Paulista, Mineira e Gaúcha, entidades criadas por cervejeiros artesanais caseiros, sem fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Segue carta publicada pelas ACervAs carioca, paulista, mineira e gaúcha no Estad&atilde;o de ontem contra texto da AMBEV em seu site depreciando a cerveja caseira. Segue resposta da mesma: </p>
	<p><strong>CARTA DE ESCLARECIMENTO AO PUBLICO APRECIADOR DE CERVEJA</strong></p>
	<p>As ACervAs (Associa&ccedil;&atilde;o de Cervejeiros Artesanais) Carioca, Paulista, Mineira e Gaúcha, entidades criadas por cervejeiros artesanais caseiros, sem fim econ&ocirc;mico, que t&ecirc;m por objetivo a difus&atilde;o da cultura cervejeira no país, v&ecirc;m, por meio desta, prestar necessários esclarecimentos ao público consumidor de cerveja no Brasil, tendo em vista o texto veiculado pela AMBEV através de seu site, a respeito do que chama de &ldquo;tentativas de produ&ccedil;&atilde;o doméstica de cerveja&rdquo;.</p>
	<p>O texto, que, dada a dist&acirc;ncia da realidade, certamente foi elaborado por profissionais alheios ao processo de produ&ccedil;&atilde;o do fermentado, diz o seguinte:</p>
	<p>&ldquo;<em>Por tratar-se de produto elaborado a partir de produtos agrícolas, em tese, pode-se produzir cerveja de forma doméstica. A dificuldade para isso reside em conseguir equipamentos em pequena escala que permitam os controles de temperatura necessários ao processo, bem como equipamentos de filtra&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o do líquido em pequenos volumes que sejam estanques ao oxig&ecirc;nio (o oxig&ecirc;nio é o grande inimigo natural da cerveja, sendo responsável pela perda do frescor e deteriora&ccedil;&atilde;o do sabor do produto). Por essas raz&otilde;es, as tentativas de produ&ccedil;&atilde;o doméstica de cerveja até hoje proporcionaram um produto de qualidade muito inferior ao produzido pelas grandes indústrias.</em>&rdquo;</p>
	<p>Certos de que, ao contrário de estabelecer concorr&ecirc;ncia &agrave; grande multinacional da cerveja, nossa miss&atilde;o difusora da cultura cervejeira é um forte fomentador do mercado de cervejas especiais, abrindo novos nichos a serem explorados, inclusive, &ndash; esperamos &ndash; pela própria AMBEV, nosso objetivo aqui é, como dito acima, prestar esclarecimentos ao público, sem, entretanto, deixarmos de nos contrapor com energia &agrave; equivocada informa&ccedil;&atilde;o contida no texto, uma vez que n&atilde;o corresponde &agrave; verdade a afirmativa de que n&atilde;o é possível produzir cerveja de qualidade em casa.</p>
	<p>Como sabemos, a história da cerveja se confunde com a da humanidade, havendo registros de sua exist&ecirc;ncia há mais de 6000 anos, durante os quais criou-se uma infinidade de estilos da bebida. A cerveja sempre foi uma bebida popular, acessível a quem se dispusesse a fazer em casa ou degustar os produtos elaborados em pequenas cervejarias. Seria mesmo de se estranhar que alguém pretendesse industrializar um produto de má qualidade. O desafio da industrializa&ccedil;&atilde;o é sempre o de produzir em larga escala com qualidade id&ecirc;ntica &agrave; do produto artesanal. </p>
	<p>É verdade que o processo industrial, voltado para a produ&ccedil;&atilde;o em larguíssima escala, experimentou avan&ccedil;os tecnológicos impressionantes e indiscutíveis, permitindo-se a elabora&ccedil;&atilde;o de milhares de hectolitros do produto, com qualidade semelhante ao do que se obtém a partir do extremamente cuidadoso processo artesanal. Entretanto, cervejas que surgiram na Idade Média est&atilde;o aí até hoje, com qualidade indiscutível ! </p>
	<p>O mérito da industrializa&ccedil;&atilde;o com certeza n&atilde;o está num produto final com qualidade superior, mas na capacidade de produ&ccedil;&atilde;o em larga escala de um produto que, mesmo submetido a precários meios de transporte, temperaturas absolutamente inadequadas, incid&ecirc;ncia de luz e outros tantos promotores de oxida&ccedil;&atilde;o, percorrendo longas dist&acirc;ncias, ainda chega ao copo do consumidor em condi&ccedil;&otilde;es de ser apreciado. A cerveja artesanal caseira, além de todo o cuidado e dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva do cervejeiro, ainda tem a vantagem imensa de n&atilde;o precisar ser &agrave; prova de tantos obstáculos, pois é consumida onde nasce: em casa. E sem aditivos ou conservantes químicos, que dispensa.</p>
	<p>O texto confunde a evolu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o industrial (cujo mérito reside no aspecto quantitativo) com a evolu&ccedil;&atilde;o da qualidade propriamente dita da cerveja. Todo e qualquer apreciador de cerveja percebe que a cada dia a qualidade das cervejas que consome vem decaindo, mesmo com todos os avan&ccedil;os tecnológicos obtidos e utilizados pelas grandes cervejarias, o que causa perplexidade. Quem n&atilde;o tem saudade da antiga Bohemia, da antiga Antarctica, ou de outras tantas, que, submetidas a uma produ&ccedil;&atilde;o cada vez maior, hoje em dia n&atilde;o s&atilde;o mais as mesmas?</p>
	<p>Para a sorte da cerveja e de sua cultura, entretanto, na Europa e Estados Unidos, onde primeiro surgiram os grandes conglomerados industriais cervejeiros, há mais de 30 anos, iniciou-se o movimento denominado por The Craft Beer Renaissance (&ldquo;O Renascimento da Cerveja Artesanal&rdquo;), que culminou com o resgate de estilos de cervejas há muito esquecidos, como barley wine, rauchbier, doppelbock, porter, pale ale, entre outros, por exemplo. Assim, teve início o resgate da qualidade da cerveja e valoriza&ccedil;&atilde;o de quem a faz, o cervejeiro, e com difus&atilde;o livre de conhecimentos e experi&ecirc;ncias. Hoje, apenas nos Estados Unidos, conta-se com mais de 30 mil cervejeiros caseiros e quase 2 mil microcervejarias, que quebrando diversos paradigmas como o da cerveja &ldquo;estupidamente gelada&rdquo;, v&ecirc;m impressionando o mundo, as grandes cervejarias, seus mestres-cervejeiros e os consumidores com a qualidade das suas cervejas, ensinando corretamente os consumidores sobre como apreciar e o que esperar de cada estilo de cerveja.</p>
	<p>Com pequeno atraso, este movimento chegou no Brasil. Apesar da produ&ccedil;&atilde;o de cerveja caseira no país já existir faz muito tempo, somente em 2005 come&ccedil;amos a nos encontrar e organizar grupos estaduais para alimentar essa paix&atilde;o. De lá pra cá, o grupo cresceu bastante e ganhou espa&ccedil;o na sociedade. Foram muitos cursos, encontros e grandes concursos, que contribuíram para sermos convidados a participar da última Brasil Brau, edi&ccedil;&atilde;o 2007, a maior feira de Tecnologia em Bebidas da América Latina, reunindo produtores de equipamentos para indústria cervejeira, maltarias&nbsp; e diversas cervejarias. Vale consignar que o estande da ACervA Carioca foi um dos mais procurados durante os tr&ecirc;s dias da feira, e que apenas nós servimos maior número de estilos de cervejas que todas as outras cervejarias presentes no evento juntas. Foram mais de 30 estilos de cerveja diferentes que fizeram enorme sucesso entre os presentes, muitos deles renomados mestres cervejeiros, donos de bares e estudiosos sobre cerveja.</p>
	<p>Por fim, certos da qualidade de nossas cervejas, que v&ecirc;m conquistando a todos que gostam da bebida, e inclusive v&ecirc;m sendo produzidas por algumas microcervejarias, certos de que a inverdade publicada no site da AMBEV seja movida por ignor&acirc;ncia apenas, convidamos os senhores diretores da citada empresa, comerciais, de marketing ou de qualquer outro setor, além dos mestres cervejeiros que já conhecem a qualidade das nossas cervejas, a virem conosco degustar maravilhosas cervejas caseiras, em local e data a serem definidos pela convidada, e após retificarem o equívoco contido no texto ora questionado.</p>
	<p>Saúde !</p>
	<p>_________________________________________</p>
	<p>Segue a resposta dada pelo Wilson José Fornazier, mestre-cervejeiro da AmBev, mas lembre-se que qualquer pessoa que quiser fazer em casa da maneira mais rústica possível obterá resultados muito superiores ao da própria AMBEV, sem sombra de dúvida:<br />&nbsp;<br />A AmBev reconhece a evolu&ccedil;&atilde;o e a qualidade das cervejas caseiras produzidas por vários membros da Associa&ccedil;&atilde;o de Cervejeiros Artesanais (ACervAs). É notável o avan&ccedil;o conquistado ao longo dos últimos anos e que tem permitido obter melhorias consistentes na qualidade e na variedade de cervejas produzidas artesanalmente. A Associa&ccedil;&atilde;o de Cervejeiros Artesanais vem desempenhando um trabalho muito importante de qualidade e compatível com seu papel.&nbsp; Na verdade, consideramos a entidade como uma aliada no trabalho de divulgar, valorizar e fortalecer a cultura cervejeira no Brasil. Talvez o referido texto no site tenha sido interpretado de maneira equivocada, pois o que acreditamos é que existe uma ampla produ&ccedil;&atilde;o artesanal de cerveja no Brasil de alta qualidade. O que pontuamos é que produtos domésticos, caseiros, feitos com equipamentos rudimentares e por pessoas que n&atilde;o conhecem a técnica acabam resultando em produtos de qualidade inferior na maioria das vezes, o que n&atilde;o é o caso dos produtos feitos artesanalmente pelos associados das Acervas. Já estamos providenciando a revis&atilde;o do site para que n&atilde;o ocorram mal-entendidos. </p>
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	</item>
		<item>
		<title>Ritmo Lento</title>
		<link>http://cerveja.blogsome.com/2008/04/22/ritmo-lento/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 21:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Estamos correndo de um lado para outro com várias atividades, e a cervejaria tem andado em um ritmo meio lento. A stout que está nas garrafas finalmente está come&ccedil;ando a arredondar, até porque com 80 IBUs a coisa n&atilde;o é brincadeira de crian&ccedil;a. Ela vai precisar refinar vários dos aromas antes que possa realmente ir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Estamos correndo de um lado para outro com várias atividades, e a cervejaria tem andado em um ritmo meio lento. A stout que está nas garrafas finalmente está come&ccedil;ando a arredondar, até porque com 80 IBUs a coisa n&atilde;o é brincadeira de crian&ccedil;a. Ela vai precisar refinar vários dos aromas antes que possa realmente ir para a mesa. No primeiro teste, porém, ela já deu o ar da gra&ccedil;a, mostrando uma das melhores espumas que já tivemos em nossas cervejas. Firme, densa e persistente, alguém chegou a perguntar se havia gelatina ali.</p>
	<p>Essa stout, como a cervejaria, vai ter um ritmo lento. Vamos atualizando conforme formos experimentando hehe.&nbsp;</p>
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		<title>Novo Bar Cervejeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 19:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Mais um bom bar cervejeiro abre em Porto Alegre. É o Grouche Pub, que abriu com a já impressionante marca de 226 rótulos na carta de cervejas. O bar é uma boa op&ccedil;&atilde;o para quem aprecia a cultura cervejeira, mas para entrar só com os convites especiais dados diretamente pelo dono. A casa fica na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Mais um bom bar cervejeiro abre em Porto Alegre. É o Grouche Pub, que abriu com a já impressionante marca de 226 rótulos na carta de cervejas. O bar é uma boa op&ccedil;&atilde;o para quem aprecia a cultura cervejeira, mas para entrar só com os convites especiais dados diretamente pelo dono. A casa fica na Lima e Silva, quase esquina com a Lopo Gon&ccedil;alves.
</p>
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